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Email que recebi da amiga Heloisa Strobel Jorge.
No dia 15/11/2010 "adotei" a cartinha de uma criança carente que pediu um patinete. Escolhi essa carta pois sabia que dificilmente outra pessoa compraria o patinete, então resolvi que eu daria para essa menina o presente que ela tanto queria. Pela comodidade da entrega em casa escolhi comprar o produto na loja virtual americanas ponto com, onde ele aparecia como "disponível", com prazo de entrega de até 5 dias úteis para o meu endereço (cidade de Curitiba, área central). Junto dele comprei outras lembrancinhas, como canetinhas e cadernos, todos constando como disponíveis no estoque da loja. No dia 17/11 fechei esta compra, que foi imediatamente autorizada pela operadora do meu cartão de crédito. No mesmo dia recebi a confirmação da americanas ponto com, informando que o prazo de entrega para os produtos era 25/11/2010. No dia 19/11 recebi, via e-mail, a informação de que o produto já se encontrava na transportadora. Porém, já se passaram 17 dias úteis desde o prazo de entrega e eu não recebi nenhum produto ou mesmo informação de atraso. Tentei inúmeras vezes conseguir alguma informação no SAC por telefone da empresa. Os atendentes não sabem me dizer nada, falam apenas que eu devo esperar o contato do setor responsável em até 2 dias úteis - o que não ocorreu nenhuma das vezes. Quando tentei contato via e-mail recebi a mesma resposta, duas vezes: o setor responsável entrará em contato com você em até 2 dias úteis. Nunca recebi nenhuma ligação ou e-mail de nenhum setor informando algo concreto. Em vista da falta de contato da loja, tentei então cancelar a compra. Tanto no SAC via telefone quanto via e-mail recebo a mesma resposta: que a pessoa responsável pelo cancelamento entrará em contato comigo em até 2 dias úteis. Nunca ninguém entrou em contato comigo.Não recebi nenhum dos produtos e não consigo cancelar a compra. Os produtos, por sinal, já não são mais necessários, pois comprei em outra loja o patinete para a criança. Estou agora entrando com uma ação no PROCON, que por sinal foi um meio muito útil para eu conhecer os meus direitos e saber o quão certa eu estou em exigi-los. Foi lá, e através do site Reclame Aqui que descobri que a Americanas ponto com é campeã de reclamações e problemas não solucionados, especialmente no que diz respeito a não entrega dos produtos. No entanto, o melhor meio de alertar outros consumidores é a divulgação, e foi por isso que decidi enviar este e-mail. Heloisa Strobel Jorge
Preciso avisar o maior nº possível de veículos da imprensa (jornal, TV, rádio, internet) sobre a possível desocupação de uma escola, amanhã, em Guarituba, Piraquara. 50 famílias foram levadas para lá, após sofrerem truculento despejo determinado por ordem judicial, ocorrido anteontem e ontem. Outras famílias dispersaram (tinham parentes/amigos para acolhê-las). Estas 50 realmente não têm para onde ir. Mas o Prefeito deu prazo para até o meio dia de amanhã para todos desocuparem a escola (Escola Municipal Henrich de Souza). Eles não têm para onde ir! A ideia, pois, é agir como Gandhi: resistir sem violência. Vamos aguardar a polícia (que espero que não vá, mas é possível que apareça, com a delicadeza conhecida...), sentados e de mãos dadas, em atitude de resistência mas também de humildade. É fundamental que a imprensa apareça para cobrir e, claro, impedir que a força se imponha.
(release enviado pela assessoria de imprensa do livro)
Época em que o público ia até o calçadão da Rua XV para socializar e encontrar o melhor filme para assistir é tema de 24 QuadrosAo invés dos shoppings, o famoso calçadão do centro de Curitiba como ponto de encontro para assistir à mais aguardada estreia do fim de semana. A Rua XV de Novembro sem o prédio do HSBC, sem grandes centros comerciais e com grandiosas salas de cinema. 24 Quadros, o livro-reportagem que será lançado no próximo dia 14 de dezembro pelas jornalistas Luciana Cristo e Nívea Miyakawa, resgata a história da antiga Cinelândia curitibana, como costumavam ser chamados os cinemas de rua da cidade que causavam frisson das décadas de 1950 a 1970, localizados principalmente na Boca Maldita e arredores. Saudosismo de um tempo que acabou se mistura, em 24 Quadros, com as divertidas histórias desses antigos cinemas contada a partir da visão de quem vivenciou essa época: do projecionista do Cine Avenida (hoje HSBC), do frequentador do Cine Ópera (atualmente Lojas Pernambucanas) ou do Cine Plaza (hoje uma igreja, na Praça Osório), do pipoqueiro do Cine Vitória (hoje Centro de Convenções), onde inclusive havia uma premiação, o Tribunascope de Ouro, entregue pelo jornal Tribuna do Paraná. “Humanizamos a pesquisa do trabalho optando por reproduzir os relatos sob o ponto de vista dos diferentes personagens. É uma história que estava se perdendo, porque ainda temos pouco registro especificamente sobre essas salas de cinema e o que aconteceu com esses espaços”, conta Luciana Cristo. Entre os personagens, o livro traz um dos mais importantes nomes para a exibição cinematográfica no Paraná no século passado, o gerente e administrador de cinemas Zito Alves, além do dentista e grande conhecedor de cinema Harry Luhm, que ainda garoto ajudou a produzir a primeira sessão de cinema “perfumada” de que se tem notícias na cidade. Ou, ainda, Jorge de Sousa, o dono de um dos mais antigos cinemas do Paraná, o Morgenau, e de como essa sala acabou virando exclusivamente pornô, após diversas mudanças de endereço. E, mesmo assim, garantindo a exibição do filme A Paixão de Cristo toda Sexta-feira Santa, durante anos, no Morgenau, que neste dia deixava de lado sua programação adulta habitual. Histórias hoje reduzidas a discussões no cineclube Anníbal Requião, fundado por Jorge de Sousa, dono do Morgenau, que reúne seus amigos uma vez por mês no Morgenau. “Todo o ritual de ir ao cinema era diferente, tinha um outro significado para essas pessoas. Até hoje você encontra quem lembre com carinho das salas do centro da cidade e o cineclube é um espaço para falar e reviver desse tempo”, lembra Nívea. Com pinceladas sobre o surgimento das salas de cinema em Curitiba no início do século passado, a obra tem seu foco na considerada época áurea do cinema de rua na capital paranaense: de 1950 a 1970, retomando hábitos e costumes da população curitibana nesse período, seguido por um retrospecto e elementos que contribuíram para a extinção dessas salas, além de abordar o fechamento das salas sob responsabilidade da Fundação Cultural de Curitiba. O livro foi produzido por meio do Mecenato Subsidiado, uma das leis municipais de incentivo à cultura, e sai com o selo da Travessa dos Editores, como parte da coleção A Capital.SERVIÇO